Para o ano letivo 2026/2027, a escolaglobal reforça o seu enquadramento para a utilização da Inteligência Artificial (IA), definindo princípios, regras e condições para a utilização destas tecnologias no contexto educativo.
A Inteligência Artificial terá um papel cada vez mais relevante na sociedade, no Ensino Superior e no mundo profissional. Por isso, na escolaglobal, consideramos importante preparar os alunos para compreenderem estas tecnologias e, quando tiverem acesso às mesmas, saberem utilizá-las de forma crítica, responsável e segura.
Ao mesmo tempo, esta integração deve ser feita de forma adequada à idade e ao nível de maturidade dos alunos, garantindo que a utilização da IA não compromete a autonomia, a aprendizagem ou a responsabilidade individual.
Quando podem os alunos utilizar Inteligência Artificial?
A principal regra definida pela escolaglobal é clara:
Até ao 6.º ano, os alunos não têm acesso direto às ferramentas de Inteligência Artificial disponibilizadas pela escola. A partir do 7.º ano, poderão utilizar ferramentas de IA autorizadas pela escola, em atividades definidas pelos professores e de acordo com regras específicas.
Assim, nos 1.º e 2.º ciclos, as ferramentas de IA são utilizadas exclusivamente pelos docentes. Os professores poderão recorrer a estas tecnologias para preparar aulas, criar ou adaptar recursos, apoiar o planeamento pedagógico ou desenvolver atividades de aprendizagem.
Os alunos mais novos poderão também aprender sobre Inteligência Artificial, nomeadamente através de atividades relacionadas com cidadania digital, segurança, pensamento crítico ou verificação da informação. No entanto, estas atividades serão conduzidas pelos professores e não implicam acesso direto dos alunos às ferramentas de IA.
A partir do 7.º ano, os alunos poderão começar a utilizar diretamente ferramentas de Inteligência Artificial, mas apenas dentro das condições definidas pela escola e pelos professores.
Uma utilização progressiva e supervisionada
A utilização direta da IA a partir do 7.º ano não significa que todas as atividades possam ser realizadas com recurso a estas ferramentas.
A escola estabelece diferentes níveis de utilização, permitindo que o professor determine, para cada atividade, qual o papel que a Inteligência Artificial pode assumir.
O modelo definido pela escolaglobal contempla cinco níveis:
- Nível 0 — Sem IA: a atividade é realizada de forma totalmente autónoma, sem recurso a ferramentas de Inteligência Artificial.
- Nível 1 — Ideação: a IA pode ser utilizada para gerar ideias, perguntas, tópicos ou possíveis caminhos para desenvolver uma tarefa, mas não para produzir o trabalho final.
- Nível 2 — Apoio e revisão: a IA pode apoiar a compreensão de conceitos, a organização de ideias, a revisão linguística ou a melhoria de um trabalho, mantendo o aluno a autoria e o controlo sobre o resultado.
- Nível 3 — Co-criação controlada: a IA participa na produção de conteúdos, mas o aluno deve manter uma intervenção ativa e crítica, sendo responsável pelas decisões tomadas e pelo resultado final.
- Nível 4 — IA como objeto de estudo: a própria Inteligência Artificial passa a ser objeto de análise. Os alunos podem, por exemplo, comparar respostas de diferentes sistemas, identificar erros ou enviesamentos e avaliar criticamente a qualidade dos conteúdos produzidos.
Este modelo permite que a utilização da IA seja definida atividade a atividade, em função dos objetivos de aprendizagem. A questão deixa, assim, de ser apenas “pode utilizar IA?” e passa a ser:
“Que utilização da IA é adequada nesta atividade?”
A IA não substitui o trabalho do aluno
A existência de ferramentas capazes de gerar textos, responder a perguntas, resolver problemas ou produzir outros conteúdos torna ainda mais importante valorizar o processo de aprendizagem.
Quando a utilização de IA é autorizada, o aluno continua a ser responsável pelo trabalho que apresenta. Deve ser capaz de compreender o conteúdo produzido, avaliar a qualidade das respostas da ferramenta, identificar eventuais erros e introduzir as alterações necessárias.
Dependendo da atividade, o professor poderá também solicitar evidências do processo de trabalho, como fontes consultadas, versões intermédias, registos das interações com a IA ou uma reflexão sobre a forma como a ferramenta foi utilizada.
Desta forma, a Inteligência Artificial não é encarada como uma forma de substituir o esforço individual, mas como uma ferramenta cujo uso deve estar subordinado aos objetivos de aprendizagem.
Ferramentas autorizadas pela escola
A partir do 3.º ciclo do Ensino Básico, o acesso dos alunos à Inteligência Artificial será feito através de ferramentas autorizadas pela escolaglobal e de acordo com as condições definidas pela escola.
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Microsoft Copilot Chat e Aceleradores de Aprendizagem
A escolaglobal continuará a explorar o ecossistema Microsoft, utilizando o Copilot Chat e os Aceleradores de Aprendizagem como ferramentas de apoio às aprendizagens.
Os Aceleradores permitem trabalhar competências como a leitura, a matemática, a comunicação oral e a pesquisa, enquanto o Copilot pode apoiar a criação de conteúdos, a organização de ideias e a análise de informação. O ecossistema permite ainda a utilização de agentes personalizados para contextos educativos específicos, mantendo o controlo pedagógico e a supervisão docente.
A utilização destas ferramentas será adaptada às diferentes faixas etárias e aos objetivos de cada atividade.
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ITS ESCOLAGLOBAL: um chatbot construído para a nossa escola
A partir de outubro de 2026, irá entrar em funcionamento a plataforma ITS ESCOLAGLOBAL, uma plataforma interna e fechada, desenvolvida pela UMAIN Works e alimentada pelos próprios docentes da escolaglobal.
Destinada aos alunos a partir do 8.º ano, a plataforma disponibiliza um chatbot totalmente personalizado e orientado por uma abordagem socrática.
Em vez de fornecer diretamente a resposta a uma dúvida ou resolver um problema pelo aluno, o chatbot questiona, orienta e dá pistas, ajudando-o a construir o seu próprio raciocínio e a chegar à resposta por si mesmo.
O objetivo é transformar a IA num verdadeiro parceiro de aprendizagem, que estimula a reflexão e a autonomia, em vez de criar dependência de respostas prontas. O aluno mantém, assim, um papel ativo no processo: é desafiado a pensar, a testar hipóteses, a identificar erros e a construir progressivamente a sua própria resposta.
Ao mesmo tempo, por ser uma plataforma fechada e alimentada pelos recursos e conteúdos disponibilizados pelos docentes, a ITS ESCOLAGLOBAL pretende proporcionar um ambiente de utilização de IA mais contextualizado, controlado e alinhado com as aprendizagens da nossa comunidade educativa.
A utilização desta plataforma estará igualmente sujeita às regras gerais definidas no Plano de Inteligência Artificial e à supervisão dos professores.
Segurança, privacidade e responsabilidade
A utilização da Inteligência Artificial na escola deve respeitar também princípios de segurança, privacidade e proteção de dados.
A escola define as ferramentas que podem ser utilizadas pelos alunos e estabelece condições para a sua utilização. Os professores são responsáveis por enquadrar pedagogicamente as atividades e por orientar os alunos relativamente à utilização adequada das ferramentas.
Os alunos, por sua vez, devem utilizar a IA de acordo com as regras estabelecidas, respeitar os princípios de integridade académica e compreender que são responsáveis pelos conteúdos e trabalhos que apresentam.
A IA não deve ser utilizada para contornar o processo de aprendizagem, apresentar como próprio um trabalho produzido por terceiros ou por uma ferramenta, nem para partilhar informação pessoal ou confidencial de forma inadequada.
O professor continua a ter um papel central
A integração da Inteligência Artificial não altera o papel fundamental do professor.
É o professor que define os objetivos de aprendizagem, decide se a utilização de IA é adequada numa determinada atividade, estabelece o nível de utilização permitido e acompanha o trabalho realizado pelos alunos.
Até ao 6.º ano, a utilização de ferramentas de IA pela escola é essencialmente uma ferramenta de apoio ao trabalho dos docentes. A partir do 7.º ano, os alunos passam a poder utilizar diretamente ferramentas autorizadas, mas sempre de forma regulada, contextualizada e supervisionada.
Mais do que disponibilizar tecnologia, a escolaglobal pretende garantir que os seus alunos desenvolvem as competências necessárias para viver e trabalhar num mundo onde a Inteligência Artificial estará cada vez mais presente.
O objetivo é que aprendam não apenas a utilizar a IA, mas também a questioná-la, verificar a informação que produz e assumir responsabilidade pelas suas decisões.
A IA pode apoiar a aprendizagem. A responsabilidade continua a ser do aluno.
Consulte aqui o Plano de Inteligência Artificial da escolaglobal para 2026/2027.
